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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Começar 2021 em silêncio e de joelhos


A maioria das pessoas planeja como vai começar o ano, e, de certa forma, a maneira que escolhemos iniciar este novo período, reflete nosso desejo de como viver o novo que vem. Passar a virada de ano ao lado de quem se ama, em um lugar bonito, numa praia, numa festa, com música e luzes, em um lugar silencioso, com pouca gente, só com os mais íntimos, com música ao vivo, em casa mesmo, vendo ou ouvindo algo que gosta. Há inúmeras opções para viver esse ritual de passagem de um ano para outro. 

Mas dentre tantas alternativas, pareceria inusitado passar o momento que para tantos é cheio de barulho e alegria efusiva, de joelhos e em silêncio. Por que se ajoelhar? Por que silenciar? 

Diante da lembrança de tantos meses vividos, o silêncio ajuda a fazer memória das graças e desafios enfrentados, o silêncio ajuda a retomar os propósitos feitos nos dias passados, ajuda a enxergar que em tudo que passou, há motivos para louvar. No silêncio encontramos as razões para ter gratidão por um ciclo concluído, afinal de contas, tudo passou, e no silêncio, renovar a certeza de que, de fato, tudo passa. 

No entanto, há algo que não passa. E diante da verdade imutável, daquele que é o vencedor e quer nos ensinar a triunfar sobre tudo o que passa, vale a pena se ajoelhar. Por isso, ajoelhar-se nos ajuda a baixar nossa altivez e equilibrar nosso ego, ajuda a acalmar a correria e agitação na qual estamos imersos tantas vezes, ajuda a parar e contemplar. De joelhos, olhamos para o centro de tudo, para aquele que tudo pode realizar em nossa vida, e a Ele, a Jesus, confiamos todas as expectativas e planos do novo ano. 

Em silêncio e de joelhos começamos nosso ano, reconhecendo a bondade de Deus que nos ajudou a passar por todas as situações do ano de 2020. Diante dele, renovamos nossa fé, nossa esperança e somos inflamados por seu amor que nos constrói e abre à nossa frente um horizonte belo e pleno de perspectivas de progresso e crescimento. Desta maneira, damos ao Deus que está a nossa frente, o senhorio, o poder sobre nossa vida.

Em silêncio e de joelhos percebemos nesse movimento, aparentemente imóvel, que tantas vezes procuramos mudar o que estava ao nosso redor e não tivemos sucesso; percebemos que o esforço maior deve ser em mudar o que está dentro de nós, a isso temos acesso, e isso pode transbordar com um potência real de mudança externa. 

Por isso essa foi a forma que tantos escolheram iniciar o ano de 2021, deixando que assim, as promessas de um novo amanhecer, fizessem as luzes desse novo tempo iluminar um caminho edificado na esperança. E o melhor de tudo é que, mesmo que você não tenha vivido sua virada em silêncio e de joelhos, essa postura gera um efeito transformador a qualquer momento, porque o Deus que opera as graças, está sempre nos esperando para fazer o sol da sua justiça amorosa e misericordiosa brilhar sobre nós.

Publicação originalhttps://comshalom.org/comecar-2021-em-silencio-e-de-joelhos/

sábado, 25 de julho de 2020

6 Filmes que têm a sala de aula como plano de fundo e histórias inspiradoras

Esta postagem é sobre filmes! E a ideia me veio após assistir Escritores da Liberdade. Apesar de ser de 2007, só o vi um dia desses. Fui realmente impactada pela produção, e por causa disso, comecei a pensar no quanto os filmes que têm uma temática que toca na relação professor e aluno mexe comigo. A reflexão levou-me a listar seis filmes que gostei muito e que são desse tipo. Eis aqui algumas razões para esse apreço.   

A sala de aula toca muito minha história de vida. Sempre gostei da escola. Fui professora por alguns anos. Esse ambiente sempre foi querido para mim. Na escola, teoricamente, você entra de um maneira e sai mais enriquecido, a cada dia uma novidade te espera, te encontra, te toca. Muitos dos valores do ser humano são construídos dentro de uma sala de aula, ou deveria ser assim. Por ser processo, a beleza do que acontece nesse lugar, é contemplada em períodos curtos ou longos, envolvendo diferentes áreas do conhecimento. Lá você também se encontra com o outro, e tem a chance de se relacionar com os mais variados tipos de pessoas. 

Nos últimos meses as escolas estão fechadas por causa da situação pandêmica em que estamos inseridos, a solução temporária adotada pelas escolas e universidades foi o ensino online, que no Brasil, é inacessível para muita gente pela falta de condições de equipamento e internet. Realmente uma tristeza! Além disso, teve até um ciclone destruindo instituições de ensino no sul do país recentemente! Porém, acredito que não são essas as maiores ameaças contra o poderoso processo de aprendizagem. O que mais deveria nos preocupar é que o potencial de transformação pessoal e social que este lugar oferece está sendo mitigado, pouco desenvolvido.

De quem é a culpa? Não tenho a intenção de apontar ninguém aqui. Quero somente comentar alguns aspectos desses filmes que me emocionaram e me fizeram pensar no quanto seria fantástico se essas intervenções acontecessem realmente, e com mais frequencia. 

Escritores da Liberdade e Mentes Perigosas tratam, por exemplo, da relação entre os alunos. A transformação que a educação gera ali é de tolerância, de menos preconceito com o outro. O professor, como um mediador e facilitador de um processo reflexivo, contribui para que aquelas pessoas que nutrem uma aversão umas pelas outras, encontrem um caminho de diálogo. Os problemas entre os alunos são por motivos diversos, mas independente das razões para o ódio, é proposta uma razão para a fraternidade. Esse novo modo de ver o outro beneficia a todos, cria um ambiente agradável em que os personagens sentem-se mais seguros para ser quem são e para buscar melhores condições de vida. 

Em A Corrente do bem, um menino leva tão a sério o projeto proposto pelo professor de ter uma ideia para mudar o mundo que coisas extraordinárias começam a acontecer, principalmente com os que estão mais próximos dele. A confiança de Trevor acaba movendo o comovendo sua mãe, seu professor, um rapaz que mora na rua, e por meio deles, um contágio de gestos de bondade com o outro se espalha!

Mudança de Hábito 2 trata mais especificamente da contribuição que a música pode trazer como via para o aumento da auto estima dos alunos e crescimento do interesse em aprender e se desenvolver. Aqueles jovens que não acreditavam em si e que corriam o risco de não ter mais um lugar para estudar, ganham um novo sentido a partir do reconhecimento de suas capacidades e envolvimento com a tentativa de manter a escola aberta. 

Sociedade dos Poetas Mortos tem um lugar especial no meu coração! Ele trata, dentre outras muitas coisas, de algo que considero muito importante: ser autêntico! O professor John Keating ajuda seus alunos a saírem de uma prisão comportamental e começarem a pensar, a sentir. Sorriso de Monalisa também traz uma quebra de paradigmas na vida das personagens que começa a emergir por causa das reflexões propostas pela professora. Aqui, os tabus do que significa ser uma mulher casada dentro do contexto das alunas é confrontado. Os dois filmes trazem exemplos de resultados positivos e negativos que a ebulição de novas perspectivas traz a vida dos personagens.

Isso foi apenas um brevíssimo e superficial comentário sobre cada uma dessas produções. Mesmo porque não quero ficar contando o filme todo! Mas posso dizer que em todos eles há um cultivo de esperança que me encanta. Sempre há pessoas que não acreditam na mudança, na melhora. Sempre há problemas nos sistemas e desafios sociais que ultrapassam a simples boa vontade humana. Mas a construção de uma relação cheia de sentido consigo, com o outro e com o mundo, pode gerar um impacto surpreendente. É belíssimo ver a esperança nascendo e tomando forma na vida dos personagens, trazendo brilho ao olhar, fomentando a capacidade de sonhar e buscar realizar algo bom.

Afinal, como é importante a educação, o conhecimento e o processo de relação e construção de valores que existe potencialmente numa sala de aula! E como ele realmente não deveria ser negligenciado por ninguém! Quando essa extraordinária potência não se torna ato, todo mundo perde! 

Registro aqui meu desejo e minha prece para que a esperança, o conhecimento, a sadia relação e a transformação de vida nunca saiam da sala de aula, ou melhor, que elas estejam sempre lá, e saiam de lá para afetar e melhorar o indivíduo e o mundo.

Segue a lista, por ordem de lançamento, dos filmes citados com suas respectivas sinopses para quem se interessar.

1. Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society) – 1989

Direção: Peter Weir

Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".

2. Mudança de Hábito 2: Mais Confusões no Convento (Sister Act 2: Back in the Habit) – 1993

Direção: Bill Duke

Deloris Van Cartier (Whoopi Goldberg) agora é uma cantora famosa e retorna a São Francisco para ajudar suas amigas freiras. Sua missão é dar aulas de música para adolescentes rebeldes que estudam em um colégio barra-pesada da vizinhança. Para piorar, o local corre o risco de ser fechado.

3. Mentes Perigosas (Dangerous Minds) – 1995

Direção: John N. Smith

Uma ex-oficial da marinha abandona a vida militar para ser professora de inglês. Só que logo na primeira escola em que começa a lecionar, ela vai se deparar com diversas barreiras. Sendo um colégio de negros, latinos, e na maioria de pessoas pobres, ela terá que lidar com a rebeldia dos alunos. Como a professora Louanne Johnson não consegue através de métodos convencionais a atenção da sua classe, ela parte para outra forma de ensino. Passa a dar aulas com karatê e músicas de Bob Dylan, tentando ajudar a turma através de métodos pouco convencionais.

4. A Corrente do Bem (Pay It Forward) – 2000

Direção: Mimi Leder

Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida. 

5. O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile) – 2003

Direção: Mike Newell

Katharine Watson (Julia Roberts) é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando suas alunas a enfrentarem os desafios da vida.

6. Escritores da Liberdade (Freedom Writers) – 2007

Direção: Richard LaGravenese

Em Escritores da Liberade, uma jovem e idealista professora chega a uma escola de um bairro pobre, que está corrompida pela agressividade e violência. Os alunos se mostram rebeldes e sem vontade de aprender, e há entre eles uma constante tensão racial. Assim, para fazer com que os alunos aprendam e também falem mais de suas complicadas vidas, a professora Gruwell (Hilary Swank) lança mão de métodos diferentes de ensino. Aos poucos, os alunos vão retomando a confiança em si mesmos, aceitando mais o conhecimento, e reconhecendo valores como a tolerânica e o respeito ao próximo.

Sinopses retiradas do site: adorocinema.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Tesouro

Um homem encontrou um tesouro escondido no campo
Alegrou-se e o escondeu novamente, porque o queria possuir
Vendeu tudo o que tinha pois nunca havia encontrado algo que desejasse tanto
Tudo investiu, o campo com o tesouro adquiriu, com ninguém o quis dividir

Um negociante encontrou uma pérola de grande valor
Rapidamente vai, vende tudo, porque quer ter recursos para ela comprar
Sua pressa denuncia o medo de perde-la para outro mercador
Quer somente para si a pérola fina que vivia a buscar

Quem é esse homem, quem é esse negociante senão eu?
Buscando algo, alguém, que encante meus olhos, que eu queira ter?
Esticando minha alma, meus braços para alcançar o que seja meu
Numa ânsia na qual a posse se impõe como um sinônimo de vencer


Que vitória é essa que aparenta ser plena mas é vazia?
A voz divina sussurra ternamente querendo ensinar
Por que seria vão se o controle e a posse me alivia?
A voz amável insiste que meu lícito desejo precisa se reorientar

Não consigo! Olha e vê como tudo em mim pede controle e certeza
E o Deus que me chama quer me inserir no abandono
Tanto eu lutei para erguer meus muros e proteger-me em minha fortaleza
E Ele destrói as falsas seguranças e edifica em mim Seu trono

Eu reclamo os direitos daquele homem e daquele negociante
O Senhor sorri e diz que é isso mesmo que Ele quer me dar
E caindo em mim percebo, com uma dor lancinante
Que a prisão está no meu modo errado de querer ter, de querer amar

Abre a prisão! Quebra os muros! Me ensina a liberdade!
Se eu quiser possuir algo que seja o Reino do Céu
Que meus sentidos e meus desejos se orientem para a santidade
Que cesse a ilusão, que a Verdade remova do engano, o véu

Aqui está o desejo de ter tudo em minha mão
Aqui está a ansiedade de querer minha vida resolver
Aqui estão os planos, paixões, e batidas descompassadas do meu coração
Toma Senhor! Ao Seu jeito, à Sua Vontade quero me submeter

Entendo que sempre existirá esse desejo inquieto de possuir
Mas que eu deixe livre o criado e me agarre ao Criador
Que no tesouro real, na pérola preciosa, eu possa tudo investir
Que a sincera busca pelo céu, me ensine a encontrar e viver o Amor.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A melhor época do ano

É comum perguntarem a ela porque tanta empolgação nessa época do ano. Uma pergunta comum que não tem respostas tão comuns assim, pois sempre que questionada, parece que algo se contorce dentro de si querendo responder de uma forma que nunca consegue.

Aquele ano apresentava-se diferente dos outros, mas pensava que não era de se espantar, afinal essa época é a mais criativa, empolgante de todas. No entanto, havia algo realmente novo, e era importante. Era a primeira vez que vivia esse período naquela casa, com aquelas pessoas, naquele trabalho, aí começou a traçar a evidência de que era natural estar diferente. Porém a maior diferença era dentro, no como estava se sentindo, no como estava vivendo e no como gostaria de viver.

Não queria falar de interior agora, é muito complicado... Exteriormente os enfeites lindos começaram a aparecer cedo, dois meses antes! Acabou ganhando uma velha brincadeira com o irmão de ver quem é o primeiro a apontar os enfeites a cada ano. Fazia tempo que não ganhava, começou por aí o diferente. O irmão reclamou do quão adiantados estavam os enfeites, mas aceitou a derrota, pronto para ganhar no próximo ano.

Mas os enfeites “precoces” geralmente não retratavam o sentido que ela, que sua fé, atribuía àquela época. Tudo tinha muito mais sentido do que o comércio explorava, é triste! Os enfeites que realmente carregam a carga de sentido que procurava viver, esses tinham datas bem definidas para começar a embelezar o mundo. Ela acolhia, mas lamentava dentro de si o fato dos enfeites sem sentido terem muito mais tempo de visibilidade do que aqueles que realmente importavam. Assim era, e assim sempre seria, e era lindo assim.

Foto: Unsplash
Mesmo que tentasse fugir, uma hora não dava mais, tinha que admitir e tentar entender o que estava tão diferente dentro de si. Sim, muitas mudanças na vida, mas era mais que isso. Percebeu que era a primeira vez que vivia sua época preferida do ano com uma nova postura interior. Havia abraçado uma realidade desafiante que pretendia viver para sempre. Estava em um caminho de decisões sérias, de assumir promessas. A partir dessa conclusão começou a perceber que sua alegria por celebrar aquela data não poderia mais ser por simples gosto, tradição ou euforia, seu compromisso de amor com àqueles festejos pediam um testemunho mais maduro e encarnado. Era isso? Por essa razão a pergunta “Por que você gosta tanto do Natal?” começara a tomar uma sombra de incômodo.
E a verdade é que começou a perguntar-se várias vezes a mesma coisa, e mais do que questionamentos alheios, os seus próprios estavam mais incisivos e frequentes: Por que eu gosto tanto do Natal?

Viveu sua época preferida a questionar-se, sem deixar que olhos admirados de quem via sua alegria efusiva penetrassem sua confusão interior. Acreditava que tudo na vida era regido por uma Providência que é Divina, e a providência quis que nesse ano, ela experimentasse de situações e sentimentos bem desagradáveis, e em cada um deles ela se via impulsionada a cantar a vitória, porque afinal, era Natal, não iria se entregar a derrota ou tristeza no Natal. Mas a providência insistiu em provar se aquela alegria era autêntica ou uma alegria infantil. Por vezes fraquejou, por vezes ficou decepcionada consigo, mas a Providência tem outros nomes, um deles é Misericórdia, e assim sempre resgatava o sorriso, a expectativa feliz e a empolgação. Estava chegando o Natal!

Ele chegou! Ela viveu e não foi como de costume mesmo. Até o fim teve que escolher viver a graça do tempo que tanto amava. Desejou que fosse mais fácil, mas entendeu que era como deveria ser para que aprendesse.

Durante toda essa jornada natalina foram muitas canções, sorrisos, leituras, meditações, partilhas, momentos, luzes, lindos enfeites, que encheram seus olhos e seu coração de um desejo de sentido muito grande. Até que resolveu, depois de muito conversar com o dono do Natal, tentar mesmo responder porque o amava tanto, porque era sua época preferida.

“Creio que deve ser por causa da atmosfera de beleza sem igual que encontro nessa época. Tudo me remete ao conforto do carinho de braços puros, tudo me remete à luz que não apaga e não encontra brilho que a ela se equipare.

Imagino ser por uma alegria terna, daquelas que sentimos quando estamos em família. De um lugar aconchegante, seguro, onde reina a paz daqueles que só querem desfrutar da presença uns dos outros, que encontraram felicidade em partilhar a simplicidade do amor.

Ainda penso que tem relação com as melodias entoadas, as canções tradicionais, os ritmos que embalam a época que parece cantar por si mesma, que parece ter uma viva trilha sonora a embalar os momentos tão sublimes que envolveram o evento naquela noite em que tudo mudou.  Talvez naquela noite, os homens tenham se aproveitado do contentamento dos anjos, e conseguido por alguns momentos ouvir seus arranjos e acordes, copiando a divina canção que atravessou tempos e terras para chegar aqui e agora.

Não sei, mas o clima é diferente. É misterioso e ao mesmo tempo certo. É intrigante e  ao mesmo tempo pacificador. É um Natal, um nascimento, mas um nascimento envolvido num amor tão grande que faltam as palavras para comentar. É natural que o início de uma vida seja celebrado, seja bem vindo, seja esperado, seja alegre... Mas o Natal é a vida da Vida, é um absurdo de compaixão por mim. É a minha salvação que nasceu. A minha esperança que nasceu.
O Natal é olhar para o Deus onipotente, criador, ali, feito um bebê, pronto para se colocar em minhas mãos. É o cúmulo do abandono e da confiança, deixar todo o seu poder para ter uma natureza como a minha e se submeter ao risco da minha ruindade. É uma lição sobre o que realmente importa: a simplicidade; o esforço de fazer com que o outro prove de algo belo e cheio de amor; o cuidado de uma mãe e de um pai; o silêncio fecundo de quem fala com Deus; o pouco que se torna tudo no mistério da prodigalidade divina; a felicidade de confiar mesmo sem conhecer o futuro, porque a Providência, aquela que desde o princípio orienta a vida, cuida de tudo”!

Por isso e muito mais do que pode descrever, ela ama o Natal, porque ele é lindo, ele é feliz, ele é santo e é cheio de um mistério, de um amor que não se esgota. Por isso é vão explicá-lo, melhor é vive-lo.

O Natal é Ele, é Jesus e Ele quis ser meu.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Que seja Ela Exaltada

Ergue Tua Cruz Jesus! Deixa que Ela fique lá no alto, onde todos podem ver, onde todos podem se questionar, sobre Ela e sobre Ti, sobre si mesmos, e sobre tudo.

Ergue Tua Cruz Jesus, porque dissestes que quando fosses elevado atrairia todos a Ti, e dessa atração somos necessitados, deste sinal que nos arrasta somos dependentes.

Ergue Tua Cruz Jesus, porque Nela está a contradição que traz a mais perfeita harmonia à vida humana. Nela está a loucura extrema que traz a completa serenidade e paz a todo aquele que crê.

Ergue Tua Cruz Jesus, e mostra que a dinâmica da vida é contrária ao esconder-se, ao poupar-se, ao proteger-se. Mostra a liberdade e a libertação contidas Nela, contidas no Teu corpo unido a Ela.

Ergue Tua Cruz Jesus, e seja mais uma vez sinal de novo tempo, sinal de princípio, sinal de eternidade, nesse rompimento com limites e contingências do que calculamos como ontem, hoje e amanhã.

Ergue Tua Cruz Jesus, e com Ela eleva nosso olhar. Que não fiquemos mais presos ao que vemos e sentimos, nessa vida aparente e sedutora, que quer manter nossos olhos naquilo que acaba e logo é substituído por algo supostamente mais interessante. Com nosso olhar fixo Nela, sejamos livres do erro e do engano.


Ergue Tua Cruz Jesus e com Ela eleva nosso coração. Que os cravos que Te prenderam a Ela, penetrem também em nós, nos ferindo e nos unindo, ao caminho que, por alto preço, conquistaste para cada um. Caminho reto, caminho certo, caminho real.

Ergue Tua Cruz Jesus, e transcende toda a mesquinhez da nossa mentalidade. Transcende nossa compreensão de felicidade. Transcende nossa visão estreita e nosso medo de dar.

Ergue Tua Cruz Jesus, e Nela abre os braços para convidar toda a humanidade a Te experimentar. Que Teus braços abertos acolham. Que Teus braços abertos deem novo sabor e novo sentido a cada realidade que se deixa alcançar.

Ergue Tua Cruz Jesus, e sede exaltado. Por Ela nos ensina a viver, por Ela nos ensina a sofrer, por Ela nos ensina a morrer, por Ela nos ensina a ressuscitar.

Ergue Tua Cruz Jesus, e sede exaltado. Seja Ela um memorial de um Cristo vivo, cujo caminho conferiu verdadeira vida à nossa existência. Seja Ela um memorial que se renova a cada dia, que é visitado a cada dia, porque quem A toca sempre experimenta a novidade e o mistério inexprimíveis.

Seja exaltado em Tua Santa Cruz Jesus. Porque Ela é sinal do Teu amor que não poupou nada, amor que nos ensina a amar, entrega que nos ensina a entregar, vida que nos ensina a viver. Que diante Dela nosso joelho se dobre e nossa língua confesse que és o único Senhor. Que Ela permaneça Exaltada, para que compreendamos que absolutamente tudo não A pode superar. 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Minha Amiga


Faz tempo que eu disse para Maria que queria escrever sobre ela. Não que ela tenha pedido, porque ela é humilde demais para isso, e não que ela precise, porque afinal, seu testemunho já diz ao mundo tudo que ele precisa saber ao seu respeito... Por que então?

Simplesmente porque eu preciso falar dela. Preciso falar da amizade que me edifica em Deus. Preciso falar da presença, da devoção, do auxílio, que a cada dia se torna mais essencial e especial na minha vida.

Não pretendo aqui levantar evidências sobre os dogmas Marianos, debater ideias ou qualquer outra coisa do tipo. Só quero falar da minha mãe, da minha amiga! A devoção Mariana inspirada, obviamente pela minha fé católica, vem crescendo e amadurecendo em mim, assim como eu mesma e minha fé estão em processo de amadurecimento. Não vejo para mim caminho de contemplação, de busca da Vontade de Deus que não passe pelas mãos, pelo ventre, pelo testemunho de Maria.

Maria, a minha amiga, para mim é um exemplo sólido e lindo de como ser mulher. Suas virtudes, suas escolhas, sua postura deveriam ser sempre encarados por nós mulheres, como receita de como viver dignamente, de como se comportar, de como servir e testemunhar Deus. Hoje em dia as mulheres têm se desfigurado tanto por tendências, ideias, conceitos... Elas têm se desvalorizado tanto por carências, necessidade de auto-afirmação... É tão triste! E eu olho para Maria e vejo que ela, sim, deveria ser parâmetro, e não tantas coisas que tem sido consideradas características próprias de uma mulher... Mas só essa história já daria outra longa postagem...

Enfim, gostaria de refletir um pouco sobre a presença de Maria nos Evangelhos. Se lermos a Sagrada Escritura, vemos que Maria não aparece muito, e quando aparece, não fica falando muito. Eu acredito que isso se explica pelo fato dela ter entendido plenamente que a sua missão, em momento nenhum, era ser o centro de tudo que estava acontecendo. Ela compreendeu que para ser de Deus, para responder ao seu chamado, ela não precisava ficar chamando atenção para si! 


E em sua simplicidade e humildade, Nossa Senhora continua nos ensinando, a cada trecho da Bíblia. Sempre que ela aparece, ou que se pronuncia, nos ensina uma valiosa lição; lição que aponta para Deus e não para ela. 

Na Anunciação ela nos ensina a dizer sim e a nos abrir à Vontade de Deus: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra". Nas bodas de Caná ela nos ensina a termos um coração disposto a ajudar, que se compadece da dificuldade do outro e que pede a Deus auxílio não somente para si, mas para o irmão: "Fazei o que ele vos disser". Quando se perde de Jesus e o encontra somente três dias depois, nos ensina como é sofrido ficar longe de Deus, como devemos procurá-lo sem cessar até encontrá-lo: "Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição". 

E quantas lições ela também nos ensina com seu silêncio! Maria que guardava tudo em seu coração, não reclamava, brigava ou questionava o plano de Deus, mesmo quando Simeão lhe disse que uma espada de dor lhe transpassaria a alma. Maria que ficou em pé diante da Cruz, vendo o sofrimento de seu filho e contemplando com fé, o sentido de todo aquele plano de salvação do qual ela participava. Maria que aceitou ser mãe da humanidade quando foi para casa com o discípulo que Jesus mais amava. Maria que permaneceu com os discípulos e viu a Igreja missionária nascer porque estava lá em Pentecostes; vendo que o mesmo Espírito que um dia a envolveu com sua sombra, enviava os escolhidos de seu filho a anunciar!

Maria que na história dos filhos de Deus, nunca os abandonou! Que viu a profecia do Magnificat, "Todas as gerações me proclamarão bendita", se tornar realidade a medida que crescia nos corações dos homens o carinho e respeito por ela. Ela a quem a humanidade pode recorrer na simples e profunda oração do terço e tantas outras orações. Ela que tem tantos nomes nos mais diversos lugares para gritar para o mundo que ela roga por todos, sem distinção! Ela que sempre que concede a graça de ser vista, convida-nos a olhar para Deus, convida-nos à oração, conversão e penitência por aqueles que não acreditam.

Como sou feliz por ser sua filha! Como sou feliz por contemplar em sua pequenez e sabedoria um caminho tão certo para a santidade! Como sou feliz por poder contar com a sua intercessão e saber que tudo que te peço, chega ao coração de Deus! Como sou feliz por ter esse exemplo de esperança: Sim é possível ser fiel! Sim é possível viver na Vontade de Deus! Sim é possível manter os olhos fixos no Senhor mesmo nas horas mais difíceis!

Isso tudo a Senhora me ensinou, e tenho certeza que continuará me ensinando e rogando por mim até a hora da minha morte, porque assim a Igreja te pede em oração, e sendo mãe de toda Igreja como não atenderia?  Maria: Minha amiga, minha mãe, minha professora, meu exemplo... Como é bom saber que Deus em Sua infinita bondade e compreensão sobre o coração humano, me permitiu olhar para a Senhora e te chamar de minha. 


"Rogai por nós santa mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!"


Imagens de::: Basilica of the National Shrine of the Immaculate Conception / Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição - EUA

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Se eu amasse a Deus

Se eu amasse a Deus tudo seria mais ordenado. Meu silêncio interior existiria, e eu não ouviria tantos apelos que minha carne grita, reivindica, exige.

Se eu amasse a Deus perceberia o Amor perfeito que Ele tem por mim. Não ficaria esperando o amor do outro, a aceitação do outro, o elogio do outro. Nesse contínuo processo de busca que não encontro, de sede que não sacio.

Se eu amasse a Deus não seria tão difícil imaginar minha vida sem as coisas que eu tenho certeza que roubam-me Dele. Não seria tão sofrido desprender-me do ócio, daquilo que mata o tempo.

Se eu amasse a Deus, não amaria tanto outras coisas, não me importaria tanto com o que perco, com o que ganho. Eu veria em tudo a destra poderosa que não desampara, o consolo que não falta, a sabedoria que conduz.

Se eu amasse a Deus não transformaria meus relacionamentos em idolatria, não me tornaria dependente dos outros. Não os colocaria na frente Dele. Não colocaria tanta pressão, expectativa e responsabilidade naqueles que não podem chegar nem perto do que eu preciso.

Se eu amasse a Deus não tentaria tantas vezes ser senhora do tempo. Não me agarraria tanto ao passado, não me preocuparia tanto com o futuro, não lamentaria o presente. Se deixasse que Ele fosse senhor do meu tempo, as horas, os dias, os anos, teriam muito mais suavidade e sentido.

Se eu amasse a Deus me ocuparia mais com a nossa relação de intimidade. Não encontraria tanta dificuldade em estar a sós com Ele. Teria muito a dizer e muito a ouvir. Meu silêncio seria mais fecundo, minha contemplação seria mais bela, minhas palavras seriam mais precisas.

Se eu amasse a Deus não seria refém dos meus vícios. Não acharia tudo normal, não criaria desculpas para os pecados que não consigo vencer. Não acharia o certo radical demais. Não seria fácil fazer o que é errado. Não me acharia certa por fazer um pouco, porque tantos fazem nada. Meu esforço seria por fazer cada vez mais, exatamente porque tantos fazem nada. Seria penoso desagradar o meu Amado. 

Se eu amasse a Deus minha conduta de vida faria com que aqueles que não tem fé se questionassem. Não seriam necessárias tantas palavras e argumentos para convencer. Minha coerência seria contagiante, minha alegria sairia pelos poros, meu testemunho, de fato, arrastaria.

Se eu amasse a Deus me conheceria melhor. Pararia de tentar a minha fraqueza caindo nas armadilhas que eu mesma crio para mim. Reconheceria minha vaidade e meu orgulho, e deixaria que o Senhor reinasse sobre eles. Saberia minha identidade ontológica, não me faria um personagem.

Se eu amasse a Deus saberia diferenciar realidade e fantasia. Minhas decisões não seriam fuga, minhas ações não seriam desmedidas, e meu dinamismo seria inspirado. Não seria estagnada, não me perderia em devaneios, não me perderia em criações da imaginação.

Mas ao cair da noite, percebo que o brado de São Francisco é para mim: "O Amor não é amado". E nessa quase denúncia, me vejo criminosa. Mas o brado que ecoa em meus ouvidos não acusa, porque não vem da justiça humana. Ele, ao contrário, convida à mudança porque é divino.

E no início de mais um dia, pergunto então a Deus: Que misericórdia é essa que chega até a doer? Que Amor é esse que não cansa de esperar? Que paciência é essa que tudo suporta? Que misericórdia é essa? Que misericórdia é essa?

E constrangida, pequena e desorientada, concluo que bom mesmo seria, se eu Te amasse.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Arrumar a mala


Já faz um tempo que tristemente concluí que sou adepta da arte da procrastinação... Uma das provas disso é a data da última postagem desse blog... Nem vou calcular quanto tempo faz.


Uma das coisas mais difíceis de superar quando passo muito tempo sem atualizar aqui é decidir sobre o que escrever. E eu poderia dar uma de pensadora e dizer que isso se deve ao fato de eu ter 'muitas coisas' na minha cabeça... Mas cá entre nós, não é o caso! E nem vou tentar justificar, vamos ao que interessa.

Arrumando a mala! Era isso que eu deveria estar fazendo agora... 

E então, da arte da procrastinação, da necessidade de arrumar minha mala e da reflexão relâmpago que esse fato ocasionou, nascerá essa postagem. Na esperança que minha analogia chegue à algum lugar e que sirva para a reflexão de alguém por aí.


A maioria das pessoas que eu conheço tem preguiça de arrumar malas! Não que eu tenha feito uma pesquisa a respeito... É que quando se trata disso, sempre ouço comentários do tipo: "Nossa, e eu nem arrumei minha mala ainda." E a expressão 'preciso arrumar minha mala' vem acompanhada daquele longo suspiro de descontentamento. 

Será que termos dificuldade, preguiça, ou seja lá o que for, para fazer isso que aparentemente é tão simples, deve-se ao fato dessa 'mala' representar, indiretamente, muito mais? 

Para arrumar uma mala precisamos decidir o que levar e o que deixar. Precisamos saber o valor e importância das coisas. Precisamos pensar, considerar e antecipar algumas possíveis situações, algumas que estão sob nosso controle, e outras coisas fora dele.   

Não temos receio de levar mais ou menos do que o necessário? Não temos aquela sensação de sempre estar esquecendo alguma coisa? Não temos aquela vontade de levar mais? Aquela vontade de que certas coisas ocupassem menos espaço?


Não sei vocês, mas quantas vezes segurei algo nas mãos, sabendo que seria muito melhor não levar, mas desejando encontrar um cantinho, um lugarzinho escondido para não precisar deixar aquilo... E por falar em esconder, será que todo mundo tem aquelas 'coisas' que são muito pessoais, ou que causam até certa 'vergonha' de estar carregando por aí, e que acaba deixando escondido no fundo da mala? E pensa: se alguém abrir minha mala, não quero que veja isso... Ou talvez nem pense! Talvez seja um sentimento inconsciente...

Outro ponto é que ninguém arruma a mala porque quer! Arruma porque precisa, porque existe um propósito, um lugar para ir, um compromisso a cumprir, alguém para ver, uma aventura pela frente... Ninguém acorda um dia e sem motivos diz: "Hoje vou arrumar minha mala"! Sempre tem uma motivação, uma finalidade. Sabemos que a maioria dos seres humanos, se pudessem escolher entre 'tenho que fazer' e 'quero fazer', escolheria o 'quero fazer'. E a 'mala' é assim... Você 'tem que fazer', talvez a finalidade seja algo muito desejado, mas ela é parte do processo daquilo que não tem muito como escolher. 

Obviamente existem as pessoas super desencanadas, que não estão nem aí para o que levar e o que deixar. Aquelas que simplesmente jogam algumas coisas aleatórias ali dentro, calculam de maneira superficial, prática e automática o que precisam... Maravilha! Porém me pergunto se elas vão estar prontas para as ocasiões que virão. 


Existem inúmeras maneiras de arrumar uma mala. Pode ser desse jeito que acabei de citar, pode ser aquela mala que nem fecha direito de tanta coisa que tem dentro, e essas são difíceis de carregar! Tem aquela arrumadinha, aquela bagunçada mas que tem o que é preciso. Mas será que tem algum 'jeito certo' de arrumar? Essa pergunta poderia ocasionar respostas bem controversas, mas 'jeito certo', acho que não tem... Afinal de contas, o lugar ou a situação que causou a tal 'arrumação' pode estar recheado de surpresas, imprevistos e mudanças de planos... Vai saber!

O que sei é que é hora de parar de procrastinar e de arrumar essa mala!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Distrações

Somos tão distraídos... Não?

Quando somos crianças tudo o que passa ao nosso redor, por menor que seja, é suficiente para nos fazer perder o foco... Na escola ou na faculdade se vemos uma mosca voando, pronto! E quando estamos conversando com alguém em um lugar muito barulhento e conseguimos ouvir TUDO... Menos o que a pessoa na nossa frente está dizendo... Distraídos!

Mas estive pensando no perigo de viver distraído, e em função das distrações!

Natural para todas as pessoas - pelo menos as que eu conheço - é o sonhar, o planejar... E um tanto natural também é a mudança de rumo ou o abandono da causa (rs).

O ponto crucial aqui é o seguinte: quantas vezes não desistimos, não mudamos, mas ficamos ali, impedidos de fazer o que temos que fazer porque estamos 'olhando a mosca voando'.

Tendo isso em mente, pensei em quantas coisas me distraem dos meus objetivos. Quantas coisinhas bobas e pequenas eu invento para 'passar o tempo' e não fazer, de fato, o que deveria ser feito!

Televisão, internet, uma mania, um vício, uma pessoa, um jogo... Aquela coi sa aparentemente insignificante, que acaba se tornando uma pedra no caminho.

É claro que precisamos relaxar, que ficar 100% do tempo focado e concentrado ninguém merece, precisamos de algumas distrações... Distrações saudáveis! Porém como saber se uma distração é saudável ou não? Não faço ideia (rs)!

Creio que o combate a tendência de se esconder da seriedade de algumas coisas em uma inocente distração, começa no reconhecer em que você tem investido seu tempo útil. Será que eu poderia me organizar melhor? Diminuir o tempo disso e daquilo, me dedicar um pouco mais a aquilo outro...

Tudo isso é para dizer o quanto é importante poder olhar para nossa vida e nos sentir bem! Como é bom poder enxergar progresso, sonhar e planejar novos projetos, alegrar-se com os pequenos ou grandes triunfos.

Termino esse ano pensando em tudo que foi planejado e conquistado, pensando também no que ficou travado nas distrações... Desejo, enfim, que 2012 seja um ano em que possamos ordenar nossa vida de forma que as pequenas moscas não roubem a cena do que realmente é importante!

Um ano maravilhoso e abençoado para todos nós!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Somos

Já quis ser princesa. Esperando o príncipe, numa historia em que tudo seria perfeito, em que o "felizes para sempre" jamais chegaria ao fim!

Já quis ter super poderes! Ser heroína igual aos filmes que a gente vê! Lutar contra a maldade e ser extraordinária! Poder voar, ou ficar invisível, ou ter super força, poder me teletransportar para outros lugares em segundos...

Já quis ser diretora de filme, ou de vídeo clipes! Ficava imaginando enredos para historias ou como ilustrar uma musica enquanto lavava louça...

Já quis viver em series ou filmes que assisti. Imaginando ser um dos personagens, ou ser uma nova personagem que entrava em cena.

Já quis ser a mulher bem sucedida! Usando roupas chiques o tempo todo, atendendo o telefone, participando de reuniões e fazendo apresentações. Resolvendo coisas complicadas e importantes.

Já quis ser mochileira! Viajar o mundo, conhecer as belezas que existem por aí! Viver sem rotina, sem nada te amarrando. Provar as coisas típicas de cada lugar, conhecer pessoas diferentes... Ver a riqueza da cultura e a beleza do ser humano em sua diversidade.

Já quis ser esposa e mãe! Com a casa arrumadinha, fazendo o jantar para quando o marido chegasse. Contando historias para os filhos, ensinando algo novo a cada dia.

Já quis ser a melhor professora do mundo! Aquela que entra na sala de aula e cativa os alunos, despertando neles uma sede de aprender. Aquela que domina o que faz, que ganha prêmios e treina outros professores. Contribuir para um mundo melhor, construindo conhecimento de maneira real e consciente.

Já quis ser uma cantora famosa! Treinando no espelho, fazendo da escova de cabelo um microfone, imaginando a grande platéia indo ao delírio.

Já quis ser uma grande escritora! Dar entrevista para o Jô Soares, ter uma casa de campo com uma mesa perto da janela para olhar a paisagem e me inspirar para o próximo livro!

Já quis ser a mais bonita! Imaginando um monte de coisas que poderia mudar em mim, segundo um padrão estabelecido na minha cabeça, influenciado pelo que parece ser o ideal.

Já quis ser pirata! Navegando os sete mares, buscando tesouros, descobrindo lugares nunca antes vistos, vivendo aventuras.

Já quis mudar o mundo! Ajudar as pessoas, falar de Deus, levar esperança. Inspirar, motivar.

Quanta coisa a gente quer! Quanta coisa parece interessante, certa, bonita, ideal! Quantas possibilidades existem e cada uma com seu traço especial! Uma vida só e tanto para fazer, tantas oportunidades de ser!

Criança, adolescente, adulto... Em cada uma das fases, em cada momento, a cada conquista uma nova vontade, a cada final um novo começo!

Que fascinantes somos! Que linda a existência, e que generoso o Criador que nos fez livres para ousar, tentar, escolher, viver...

E que nada permita que nos esqueçamos do quanto somos especiais, do quanto podemos, SIM, sonhar... e realizar!

De tudo que se possa querer, há uma coisa que creio ser comum a todos os desejos::: ser feliz! E mesmo que muitos nao concordem, nao vejam, nao aceitem, acredito que a única felicidade esta em buscar simplesmente ser o que Deus pensou de você quando te criou.

Vemos tantos comportamentos auto-destrutivos, tantos vícios, tantas modas, tantos falsos modelos... Tantos que se esqueceram do potencial que tem! Que nao acreditam ou que enterraram todos aqueles sonhos e vontades...

Já quis ser muita coisa e provavelmente vou continuar querendo muito! Mas que seja a primeira e mais importante das vontades, a busca do querer ser o que fui criada para ser! Numa existência que tenha sentido, que seja real, que seja saudável, que seja resposta ao anseio e questionamentos do ser humano... que leve a eternidade!

"Eu sou aquilo que Deus enxerga em mim. Eis a grande alegria do meu coração. E a gente sem saber como e por que. Se sente feliz e sai a cantar uma alegre canção".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

1 ano (e 1 mês) !!!

Começo esse post manifestando a minha grande indignação comigo mesma! Faz dias que estou pensando no meu ‘post especial de comemoração por 1 ano de blog’... Acontece que agora quando fui reler a minha primeira publicação, vi que hoje o blog não está completando um ano... e sim 1 ano e 1 mês... Que vacilo! Como não se deve chorar o leite derramado, vamos comemorar 1 ano e 1 mês!

Alegro-me muito em ver que essa minha humilde tentativa de dividir pensamentos com quem se interessar por eles está fazendo aniversário demonstrando um crescimento e muitas mudanças nessa pessoa que vos escreve.

Há 1 ano (e 1 mês =/ ) atrás estava eu numa fase de divisão de águas na minha vida, e o fato de ter iniciado esse projeto de aumentar minha intimidade com a escrita, contribuiu muito para reflexões e metas que eu precisava mesmo encarar.

No meu primeiro post eu dizia:::
“(...) aquele que é “ele mesmo”, abre os horizontes, desenterra aquela vontade de pensar e de verdadeiramente ser, que existe nas pessoas. O seu movimento de ser você mesmo pode desencadear emoções, sensações e atitudes que talvez nem conheçamos ou imaginemos as verdadeiras proporções (...)” Pensando na Vida – 13/06/2010

E continuo nessa busca, de ser verdadeiramente o que nasci para ser. Tem gente que acredita em destino, outros acreditam em coincidências, outros em sorte... eu acredito em ‘plano de Deus’ e é esse que eu quero descobrir e honrar.

Depois de um ano (e pouco...) de existência vejo aqui desabafos e momentos criativos (outros nem tão criativos assim rs) de alguém que quer alcançar esse ideal. E olha só! O movimento de pensar e arriscar realmente gera resultados... afinal, em menos de um mês estou para assumir novamente uma mudança drástica em minha vida!

Enfim, não quero me estender muito... mesmo porque estou totalmente sem tempo! Vocês podem perceber isso pela baixa frequência de publicações por aqui =/ ... Mas sejamos fieis, mesmo que no pouco!

Quero agradecer muito a todos que visitam esse blog, me incentivam a continuar escrevendo, que comentam os textos e até aqueles que lêem e dizem que não conseguem postar comentários rs...

Quero também deixar essa mensagem que acabo constatando ser a força motivadora dos textos desse blog e das recentes decisões da minha vida::: Mesmo que o novo e a mudança incomodem e tragam receio, não se prive das experiências simplesmente por estar condicionado a um falso conforto e controle das coisas...

Busque Verdade e seja verdadeiro consigo mesmo e com as pessoas. Tenha responsabilidade e assuma as consequências de seus atos e decisões. Queira se conhecer! Queira amar e inspirar as pessoas a serem seres humanos melhores. Acredite em Deus e busque conhecê-Lo mais e mais e mais e mais. A vida na Terra é uma só, mas se buscamos o Amor e a Verdade, poderemos enfim, experimentar um dia, a felicidade completa e perfeita de uma Vida Eterna.

Feliz pela existência desse blog e desejando que eu possa fazê-lo crescer... Assim termino esse post – 1 mês atrasado ! ¬¬

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O tempo e a tal relatividade

Eis-me aqui! No finalzinho do mês de maio para não dizerem que fiquei 2 meses sem atualizar o blog! O que é motivo de vergonha para esse 'projeto de escritora'... E como voltar depois desse embaraçoso tempo de intervalo... tempo de silêncio... tempo? ... TEMPO! Vamos falar do tempo!

Estive pensando nessa história de relatividade do tempo. Quem nunca ouviu alguém dizer alguma dessas frases: "o tempo voa", "o tempo está passando muito rápido", "mas hoje o tempo está demorando para passar", "o tempo é relativo"... Esses dias estava conversando com um amigo e subitamente uma dessas famosas frases de efeito me escapuliu: - É fulano, o tempo é relativo! Se minha fala foi totalmente cliché, a dele foi altamente original... -É relativo! Por que?

Após alguns segundos de desconcerto, eu soltei aquele infame 'hã?', como se não tivesse entendido a pergunta. Ao que ele repetiu a pergunta e eu continuei sem palavras... É! Conclui naquela hora, que não sabia absolutamente como explicar porque o tempo é relativo...

Depois desse empurrãozinho acabei lendo algumas coisas sobre relatividade do tempo e as teorias de Newton e Einstein... Não que eu goste, aliás, física é algo que realmente não encontra compatibilidade com esse ser que vos escreve!

Mas tudo isso é só para contextualizar esse post, não pretendo aqui dar aula de física ou explicar Albert Einstein, mesmo porque não tenho propriedade para fazer isso. O ponto que quero chegar é a noção de 'tempo' percebida e vivida ultimamente, que tem despertado muito minha atenção, curiosidade e incômodo!

Muito se tem estudado e publicado sobre 'como administrar melhor seu tempo', fazê-lo render, aproveitá-lo. Na área da saúde, de negócios, de turismo, do dia-a-dia... em cada um, com seu enfoque e objetivos específicos, vemos uma tentativa de driblar a fugacidade do tempo, compreender esse fenômeno que parece beneficiar tanto alguns e derrubar outros! Em todos os sentidos que você queira interpretar a colocação...

Muita gente se pergunta se o que está fazendo com 'seu tempo' gera satisfação e harmonia com os objetivos, crenças e projetos de vida traçados. Infelizmente creio que para a maioria das pessoas hoje, a resposta a essa indagação um tanto filosófica, seria um grande e indelicado 'não!'. Você encontra alguém na rua e pergunta: 'tudo bem?'. E a pessoa quase sempre responde: 'tô na correria'... Não é!? Pelo menos as pessoas que tenho encontrado por aí, geralmente respondem isso ou algo parecido...

E para quê tanta correria? Não que eu acredite que temos que desacelerar, muito pelo contrário, a vida é uma só e precisamos fazer dela algo útil, que gere aquela sensação de missão cumprida. A grande pergunta é: se há tanta correria, será que estamos correndo na direção certa?

Tanto tempo na internet; pouco tempo de estudo e leitura; tanto tempo trabalhando; pouco tempo descobrindo o ser humano; tanto tempo de novela; pouco tempo apreciando a beleza das paisagens e ambientes; tanto tempo falando; pouco tempo ouvindo; tanto tempo copiando; pouco tempo criando; tanto tempo reclamando; pouco tempo agradecendo...

O que cada um faz com seu tempo é um problema individual... #fato! E se podemos dizer que cada um tem seu tempo, está aí a relatividade (Olha só o resultado das minhas leituras aparecendo rs). Tudo depende de quem observa, das experiências que se vive e nesse caso - em que trato o tempo útil em relação aos objetivos de vida que se quer alcançar - trata-se de disposição e escolha.

A teoria de Einstein em certo ponto afirma que: se compararmos (A) um corpo parado e (B) um corpo em movimento. Em (A) o tempo passa mais rápido. Então se você quer aproveitar melhor seu tempo, movimente-se! Mas não embarque numa 'correria' sem rumo, saiba para onde você está indo!!!

O tempo vai continuar passando, rápido ou lento, dependendo de vários fatores físicos ou sentimentais, mas que nossa existência valha a pena, que nosso tempo construa, que nosso rumo seja certo!

♫ Tempo amigo, seja legal! Conto contigo pela madrugada, só me derrube no final...


Esse é o fim desse post, dessa que pretende viver o que escreve!

REFERÊNCIAS:::

(Teoria Geral da Relatividade e A Relatividade Especial de Albert Einstein)

(Música: Sobre o tempo de Pato Fu)

(Imagem: A Persistência da memória de Salvador Dalí)

segunda-feira, 14 de março de 2011

A escolha certa ...

Muita gente diz que: "A vida é feita de escolhas", "Você é o resultado de suas escolhas" e mais coisas parecidas... E eu concordo com essas afirmações. Escolher é fácil! Na verdade fazemos isso o tempo todo, só que tantas coisas já são parte de uma rotina, de convenções, que acabamos não nos dando conta de como estamos constantemente 'ativos', de como estamos constantemente escolhendo. Escolhemos nos levantar, escolhemos ir para o trabalho ou para a escola, escolhemos o que vestir, escolhemos por qual caminho vamos, escolhemos com quem vamos falar, escolhemos de quais situações vamos rir, escolhemos o que vamos permitir que nos incomode, escolhemos, escolhemos, escolhemos...

Há quem diga e lamente o "curso que sua própria vida toma", mas não podemos fugir da nossa responsabilidade! Quando algo ruim acontece, tente pensar em quais escolhas te levaram até aquele ponto e decida-se: você vai escolher buscar uma solução, ou vai escolher lamuriar e nomear culpados?

É claro que não podemos negar que as escolhas das outras pessoas, principalmente as que são mais importantes para nós, nos afetam! Mas mesmo o nível dessa influência pode ser administrado. Difícil!?... Sim! ... Porém é possível!!! Tudo isso está relacionado com equilíbrio emocional, maturidade, força e o autoconhecimento (do qual eu sempre falo).
Resolvi falar de escolhas porque não é de hoje que tenho observado uma grande tendência social de "fuga das escolhas". De certa forma, se não tomamos consciência de que o que acontece em nossa vida é resultado de nossa escolha, fica mais fácil fugir da responsabilidade... E seguimos cantando::: "Deixa a vida me levar..."
Para ilustrar, tomemos como exemplo as modas, estilos de roupa, bandas famosas. Será que todas as pessoas que usam 'roupas coloridas' e 'cabelo de Justin Bieber' fazem isso porque realmente pensaram no que estão fazendo, analisaram os fatos, e conscientemente escolheram que aquilo está de acordo com o que eles querem comunicar ao mundo?
Esse exemplo é bem superficial, o que está visível ao olhos, roupas, cabelo... é menos grave do que está dentro de cada um. Aí é que mora o perigo... Eu vejo essa tal "fuga das escolhas" da qual falei, como uma máscara que colocamos para dizer que estamos bem e não precisarmos pensar em nós mesmos como seres em construção que precisam melhorar, refletir, e escolher!
Gostaria de refletir sobre um conceito existente na Bíblia. O Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios fala da diversidade do ser humano. Que a cada um foi confiado um diferencial, uma 'graça', e que devemos colocar essas nossas características, nossos 'dons' a serviço dos outros. Ele diz ainda que usar o que temos de bom, escolher e agir é parte de um processo de maturidade...
"Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores." (Ef 4: 14)

Para mim entrar nessa 'onda' é exatamente fugir do processo da escolha. Você pode me dizer: se tudo é resultado de escolha, então não se pode dizer que as pessoas fogem dela. Bem, eu disse que escolher é fácil, mas 'escolher certo' não é tão fácil assim. Além disso, se essas pessoas que vivem "ao sabor das ondas", fugindo das responsabilidades são realmente conscientes e seguras de suas escolhas, por que é que elas vivem reclamando? ... A incoerência começa aí!

Escolher certo, segundo o que eu acredito, é escolher aquilo que te faz explorar seus potenciais e buscar melhorar seus pontos fracos. É estar em constante processo de reflexão - ação. É buscar soluções. Viver de maneira saudável, buscando lidar bem com os vícios, carências, decepções, desafios e novas situações a que somos expostos dia após dia.

A todo tempo temos propostas variadas sobre como devemos agir e ser no mundo. Essas propostas muitas vezes vem cheias de atrativos que acabavam nos levando a escolhas que satisfazem desejos, mas não acrescentam nada muito significativo as nossas vidas. Nesse domingo, a Igreja refletiu sobre a tentação de Jesus no deserto. Para quem não conhece a história: Jesus ficou 40 dias no deserto, sozinho, jejuando e durante esse período foi tentado por seu inimigo.
Achei fantástica uma analogia que o Padre Pedro Graciano fez sobre essas 'tentações'. Ele dizia que o que foi oferecido a Jesus, é aquilo que nos oferecem todos os dias. Vide trecho:::
"Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: 'Se és filho de Deus, manda que essas pedras se transformem em pães'." (Mt 4: 3)
A reflexão proposta pelo Padre foi a seguinte: é natural transformar pedra em pão? ... Não! Pode-se pegar trigo, e outros ingredientes e transformar em pão, isso sim é natural! Ou seja, a proposta tentadora a que estamos muito expostos ultimatente é a de fugirmos do que é natural. Fazer o que é 'diferente' simplesmente para mostrar que podemos fazer. Fugindo assim de nossa essência, da reflexão e da escolha por colocar a serviço e a disposição aquilo que temos de bom para oferecer.
O natural, segundo o que eu aprendi ser válido, é que vivamos nossa vida sendo inteiramente responsáveis por nossas escolhas, conscientes de que devemos buscar aquilo que nos faz amadurecer como seres humanos, nos faz ser úteis e livres...
Que as pessoas, a começar por mim, possam ter sabedoria e força de caráter para reconhecer e resistir a essas armadilhas que existem por aí. Que busquemos acertar em nossas escolhas, que nos sintamos direta e completamente responsáveis por nossa felicidade e pelo rumo de nossas vidas! Que assumamos a cada dia nosso papel de 'humanos', de seres livres, de pessoas fortes que buscam escolher aquilo que constrói! E mesmo que, as vezes, escolhamos errado (o que é aceitável), que tenhamos maturidade e força para reconhecer nossos erros e buscar soluções.
Pode não ser fácil, mas o difícil é tão mais interessante ;) ... Então seja esperto e faça sua escolha!