segunda-feira, 27 de junho de 2011

Orgulho? Homossexualismo? Preconceito? Paz? ... Confusão!!!

Confesso que pensei duas vezes antes de embarcar nesse post, que é sobre o homossexualismo. Meu receio é ser mau interpretada, porém não quero ser adepta da omissão!

Ontem aconteceu em São Paulo a décima quinta Parada Gay, com o tema::: "Amai-vos uns aos outros". No evento que durou o dia todo, foram contabilizados cerca de 4 milhões de participantes. Além das mensagens de 'paz', 'fim da homofobia', 'respeito às diferenças', foi feita uma 'campanha contra a AIDS', defendendo o uso de preservativos. As ilustrações utilizadas na campanha tratavam-se de homens musculosos representando a imagem de Santos respeitados pela doutrina da Igreja Católica. As imagens levavam a seguinte frase::: "Nem Santo Te Protege. Use Camisinha!".

"Nossa intenção é mostrar à sociedade que todas as pessoas, seja qual for a religião delas, precisam entrar na luta pela prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Aids não tem religião". (Ideraldo Beltrame - Presidente da parada).


"Quando dizem que nem Santo salva da AIDS é verdade! O que salva da AIDS são comportamentos corretos, responsáveis, respeitosos, dignos, isso salva da AIDS"! (Cardeal Dom Odilo Scherer - Arcebispo metropolitano de São Paulo)


Não quero falar aqui somente sobre a Parada Gay, na verdade é uma posição baseada em muitos fatos que tenho observado...

A sociedade hoje conserva uma grande possibilidade de liberdade de expressão. Tanto 'maiorias', quanto 'minorias' têm a oportunidade de apresentar seus ideais, pontos de vista e ideologias. Bom, não é!? Afinal, muitos intelectuais, pessoas respeitadas no Brasil, lutaram (sofrendo, muitas vezes, amargas consequências) para defender esse direito de manifestar-se que temos hoje.

O que me preocupa é a crescente confusão de conceitos que temos visto escancaradas nos veículos de comunicação. Até que ponto a defesa das diferenças e combate à 'homofobia' tem tido um caráter de retas intenções? Até que ponto a campanha de defesa aos direitos do grupo GLBT tem sido somente defesa, e não apologia ao homossexualismo?

Vejo muita distorção, muita confusão! Sou a favor de qualquer tipo de campanha que defenda a não violência contra o ser humano, que defenda o respeito mútuo, e isso inclui o combate a homofobia, é claro. Porém respeitar é diferente de concordar! Esse é o ponto!!!

Parece-me que a ideia defendida pela Mídia tem sido essa! Precisamos concordar com o homossexualismo para não sermos 'rotulados' como homofóbicos! Isso é loucura! É inversão e confusão de valores!

Eu não concordo com o homossexualismo, minha formação e aquilo em que acredito são contrários a vivência dessa sexualidade. Conheço pessoas que são homossexuais e essas pessoas sabem minha posição! E isso não me impede de ter respeito, carinho e consideração por elas.
Veja os fatos::: União homoafetiva, aprovada! Adoção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo, aprovada! Campanha massiva e extremamente contundente contra a homofobia, em andamento! Elaboração de material para informação e formação de crianças e jovens nas escolas sobre a liberdade de opção sexual, em andamento!

Vai me dizer que o grupo GLBT ainda vai reclamar e dizer que não tem espaço para defender seus direitos!?

Acontece que essa crescente possibilidade de expressão e defesa está rendendo muita polêmica, audiência, dinheiro... E o que isso causa? Causa exagero, distorção! As pessoas agora parecem que têm medo de dizer que não concordam com o homossexualismo porque vão ser tachadas de preconceituosas! Aí cresce uma pseudo proteção ao 'amigo gay'::: Eu sou moderno(a), e para tanto preciso aceitar, rir com meus amigos gays e ouvir as histórias deles sobre esse assunto, dar conselhos amorosos e sobre relacionamentos, para provar a todos que não sou homofóbica(o)!

Entende como é estranho? Considero que as palavras do presidente da Parada Gay bem são bem pertinentes, mas será que elas se concretizam em ações? :::


“Nós queremos dizer para a sociedade brasileira que nós não queremos transformar as pessoas em homossexuais. Nós queremos a convivência pacífica, a convivência cidadã, de todas as diferenças, nós homens, mulheres, negros e negras, todas as pessoas” (Ideraldo Luís Beltrame)


Tudo bem! Creio que toda pessoa de boa vontade quer essa 'convivência pacífica', esse respeito. Mas para que a necessidade de relacionar o tema da Parada Gay com o versículo da Bíblia? Para que a necessidade de relacionar a campanha contra AIDS com figuras religiosas?

A organização do evento não queria provocar, atingir, nem ofender ninguém!!! Será mesmo? A verdade é que a abertura para que o movimento GLTB se defenda e se expresse, está criando certa apelação.

Tomemos um exemplo::: A atual novela da rede Globo, 'Insensato Coração', tem um número recorde de personagens gays. Na semana passada vi uma cena em que o personagem Kleber (Cássio Gabus Mendes), expulsava um grupo de homossexuais de um bar, gritando e ofendendo os rapazes.

Agora me diga, será que o objetivo de colocar um personagem homofóbico na novela é de denunciar a homofobia ou de vender a ideia de que, quem não 'aceita' o homossexual é ignorante, preconceituoso e desequilibrado. Qual está sendo a motivação desse autor da novela, que é homossexual?

É óbvio que é ERRADO tratar QUALQUER PESSOA com desrespeito! Mas entende que está tudo tão misturado, confuso, objetivando uma formação de opinião que NÃO está baseada no respeito, e SIM no receio de ser rotulado, repreendido pela lei, considerado 'quadrado', 'conservador demais'. Aí está o problema!

Olhe a sua volta! Vai me dizer que você pode afirmar com certeza que essas manifestações relativistas difundidas pelos meios de comunicação não estão influenciando e confundindo as pessoas.

Veja os jovens, cada vez mais novos, sem ao menos ter tido tempo para uma formação sólida sobre afetividade e sexualidade responsável, dizendo serem homossexuais, bissexuais. Desculpem-me, mas para mim isso é muito estranho! É diferente de ver um adulto, formado, depois de ter tido experiências de vida dizer: sou homossexual. A atual defesa-apologia ao homossexualismo praticamente empurra muitos jovens a dizerem aos quatro cantos: 'sou gay', simplesmente para atender a uma apelação embasada pelos meios de comunicação, e para serem 'modernos'.

É tempo de abrirmos os olhos! Até quando vamos permitir que esse relativismo, essa cultura de 'libertinagem' maquiada como 'liberdade' controle nossa sociedade e influencie nossas famílias e nossa juventude?


SIM! Ao respeito!

NÃO! A falta de opinião e de informação que conduz ao mau julgamento e confusão de valores!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O tempo e a tal relatividade

Eis-me aqui! No finalzinho do mês de maio para não dizerem que fiquei 2 meses sem atualizar o blog! O que é motivo de vergonha para esse 'projeto de escritora'... E como voltar depois desse embaraçoso tempo de intervalo... tempo de silêncio... tempo? ... TEMPO! Vamos falar do tempo!

Estive pensando nessa história de relatividade do tempo. Quem nunca ouviu alguém dizer alguma dessas frases: "o tempo voa", "o tempo está passando muito rápido", "mas hoje o tempo está demorando para passar", "o tempo é relativo"... Esses dias estava conversando com um amigo e subitamente uma dessas famosas frases de efeito me escapuliu: - É fulano, o tempo é relativo! Se minha fala foi totalmente cliché, a dele foi altamente original... -É relativo! Por que?

Após alguns segundos de desconcerto, eu soltei aquele infame 'hã?', como se não tivesse entendido a pergunta. Ao que ele repetiu a pergunta e eu continuei sem palavras... É! Conclui naquela hora, que não sabia absolutamente como explicar porque o tempo é relativo...

Depois desse empurrãozinho acabei lendo algumas coisas sobre relatividade do tempo e as teorias de Newton e Einstein... Não que eu goste, aliás, física é algo que realmente não encontra compatibilidade com esse ser que vos escreve!

Mas tudo isso é só para contextualizar esse post, não pretendo aqui dar aula de física ou explicar Albert Einstein, mesmo porque não tenho propriedade para fazer isso. O ponto que quero chegar é a noção de 'tempo' percebida e vivida ultimamente, que tem despertado muito minha atenção, curiosidade e incômodo!

Muito se tem estudado e publicado sobre 'como administrar melhor seu tempo', fazê-lo render, aproveitá-lo. Na área da saúde, de negócios, de turismo, do dia-a-dia... em cada um, com seu enfoque e objetivos específicos, vemos uma tentativa de driblar a fugacidade do tempo, compreender esse fenômeno que parece beneficiar tanto alguns e derrubar outros! Em todos os sentidos que você queira interpretar a colocação...

Muita gente se pergunta se o que está fazendo com 'seu tempo' gera satisfação e harmonia com os objetivos, crenças e projetos de vida traçados. Infelizmente creio que para a maioria das pessoas hoje, a resposta a essa indagação um tanto filosófica, seria um grande e indelicado 'não!'. Você encontra alguém na rua e pergunta: 'tudo bem?'. E a pessoa quase sempre responde: 'tô na correria'... Não é!? Pelo menos as pessoas que tenho encontrado por aí, geralmente respondem isso ou algo parecido...

E para quê tanta correria? Não que eu acredite que temos que desacelerar, muito pelo contrário, a vida é uma só e precisamos fazer dela algo útil, que gere aquela sensação de missão cumprida. A grande pergunta é: se há tanta correria, será que estamos correndo na direção certa?

Tanto tempo na internet; pouco tempo de estudo e leitura; tanto tempo trabalhando; pouco tempo descobrindo o ser humano; tanto tempo de novela; pouco tempo apreciando a beleza das paisagens e ambientes; tanto tempo falando; pouco tempo ouvindo; tanto tempo copiando; pouco tempo criando; tanto tempo reclamando; pouco tempo agradecendo...

O que cada um faz com seu tempo é um problema individual... #fato! E se podemos dizer que cada um tem seu tempo, está aí a relatividade (Olha só o resultado das minhas leituras aparecendo rs). Tudo depende de quem observa, das experiências que se vive e nesse caso - em que trato o tempo útil em relação aos objetivos de vida que se quer alcançar - trata-se de disposição e escolha.

A teoria de Einstein em certo ponto afirma que: se compararmos (A) um corpo parado e (B) um corpo em movimento. Em (A) o tempo passa mais rápido. Então se você quer aproveitar melhor seu tempo, movimente-se! Mas não embarque numa 'correria' sem rumo, saiba para onde você está indo!!!

O tempo vai continuar passando, rápido ou lento, dependendo de vários fatores físicos ou sentimentais, mas que nossa existência valha a pena, que nosso tempo construa, que nosso rumo seja certo!

♫ Tempo amigo, seja legal! Conto contigo pela madrugada, só me derrube no final...


Esse é o fim desse post, dessa que pretende viver o que escreve!

REFERÊNCIAS:::

(Teoria Geral da Relatividade e A Relatividade Especial de Albert Einstein)

(Música: Sobre o tempo de Pato Fu)

(Imagem: A Persistência da memória de Salvador Dalí)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Família Feliz

Faz um tempo que temos notado a grande febre dos adesivos de carro: "Monte sua família feliz". A moda chegou de mansinho, mansinho, mansinho... e fez tanto a cabeça do povo que agora vemos uma grande quantidade de carros com os tais adornos.

Os adesivos funcionam da seguinte forma: você compra separado cada membro da família e cola na parte traseira do seu veículo. Há homenzinhos, mulheres, crianças, bebezinhos e até os bichos de estimação! Eles são vendidos bem barato, coloridos ou preto e branco...

Há quem ache que os tais adesivinhos são extremamente bregas, e há quem ache que eles são lindos e fofos! Bregas ou lindos, isso ou aquilo, tanto faz... só gostaria de me concentrar no conceito desse ato de colocar em destaque, bonequinhos representando os membros de sua família.

Que a família está passando por sérias mudanças e dificuldades na sociedade atual não há dúvidas. Muitos dos conceitos sobre casamento, educação dos filhos, jornada de trabalho dos pais, limites dados às crianças e adolescentes estão cada vez mais variados.

Por falar-se muito dessa inversão de valores na família é que pensei nesse objeto da modinha como algo saudável... Acredito muito na família como lugar de formação, conforto e até salvação do ser humano, por esse motivo qualquer gesto que promova a instituição familiar é válido!!!

Vejo tantos carros pelas ruas ornamentados com seus membros de 'família feliz' e penso: Que bom seria se, efetivamente, cada família que está aderindo essa onda levasse a sério a importância daquilo que estão promovendo. Que maravilhoso seria se ao olhar aqueles bonequinhos sorridentes, nós pensássemos em fazer com que a alegria e harmonia estivessem mais presentes em nossas famílias.

Ouvi dizer também, que os tais adesivos estão sendo facilitadores para que pessoas mau intencionadas planejem assaltos, sequestros ou golpes. Acredita?! Acontece que a descrição da família ali visível, concede informações aos meliantes que querem, até nisso, prejudicar a família!

Viram só como o ambiente familiar está sendo atacado de todas as formas? Por mais aborrecedor que possa ser, acredito na força da família! Acredito que ela pode resistir sim, a toda essa propaganda enganosa de relativismo e fracasso pregado pelas mídias.

Por fim... Se você gosta da onda do momento, coloque ou mantenha seus adesivos! Se você acha o negócio muito brega, não tenha! Se você ficou com medo de ter os adesivos e ser vítima de algum crime, retire-os! E daí!?!?!

O importante mesmo, muito mais que fixar símbolos no seu carro, é fixar essa ideia no seu pensamento e no seu coração... "Monte sua família feliz" !

segunda-feira, 14 de março de 2011

A escolha certa ...

Muita gente diz que: "A vida é feita de escolhas", "Você é o resultado de suas escolhas" e mais coisas parecidas... E eu concordo com essas afirmações. Escolher é fácil! Na verdade fazemos isso o tempo todo, só que tantas coisas já são parte de uma rotina, de convenções, que acabamos não nos dando conta de como estamos constantemente 'ativos', de como estamos constantemente escolhendo. Escolhemos nos levantar, escolhemos ir para o trabalho ou para a escola, escolhemos o que vestir, escolhemos por qual caminho vamos, escolhemos com quem vamos falar, escolhemos de quais situações vamos rir, escolhemos o que vamos permitir que nos incomode, escolhemos, escolhemos, escolhemos...

Há quem diga e lamente o "curso que sua própria vida toma", mas não podemos fugir da nossa responsabilidade! Quando algo ruim acontece, tente pensar em quais escolhas te levaram até aquele ponto e decida-se: você vai escolher buscar uma solução, ou vai escolher lamuriar e nomear culpados?

É claro que não podemos negar que as escolhas das outras pessoas, principalmente as que são mais importantes para nós, nos afetam! Mas mesmo o nível dessa influência pode ser administrado. Difícil!?... Sim! ... Porém é possível!!! Tudo isso está relacionado com equilíbrio emocional, maturidade, força e o autoconhecimento (do qual eu sempre falo).
Resolvi falar de escolhas porque não é de hoje que tenho observado uma grande tendência social de "fuga das escolhas". De certa forma, se não tomamos consciência de que o que acontece em nossa vida é resultado de nossa escolha, fica mais fácil fugir da responsabilidade... E seguimos cantando::: "Deixa a vida me levar..."
Para ilustrar, tomemos como exemplo as modas, estilos de roupa, bandas famosas. Será que todas as pessoas que usam 'roupas coloridas' e 'cabelo de Justin Bieber' fazem isso porque realmente pensaram no que estão fazendo, analisaram os fatos, e conscientemente escolheram que aquilo está de acordo com o que eles querem comunicar ao mundo?
Esse exemplo é bem superficial, o que está visível ao olhos, roupas, cabelo... é menos grave do que está dentro de cada um. Aí é que mora o perigo... Eu vejo essa tal "fuga das escolhas" da qual falei, como uma máscara que colocamos para dizer que estamos bem e não precisarmos pensar em nós mesmos como seres em construção que precisam melhorar, refletir, e escolher!
Gostaria de refletir sobre um conceito existente na Bíblia. O Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios fala da diversidade do ser humano. Que a cada um foi confiado um diferencial, uma 'graça', e que devemos colocar essas nossas características, nossos 'dons' a serviço dos outros. Ele diz ainda que usar o que temos de bom, escolher e agir é parte de um processo de maturidade...
"Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores." (Ef 4: 14)

Para mim entrar nessa 'onda' é exatamente fugir do processo da escolha. Você pode me dizer: se tudo é resultado de escolha, então não se pode dizer que as pessoas fogem dela. Bem, eu disse que escolher é fácil, mas 'escolher certo' não é tão fácil assim. Além disso, se essas pessoas que vivem "ao sabor das ondas", fugindo das responsabilidades são realmente conscientes e seguras de suas escolhas, por que é que elas vivem reclamando? ... A incoerência começa aí!

Escolher certo, segundo o que eu acredito, é escolher aquilo que te faz explorar seus potenciais e buscar melhorar seus pontos fracos. É estar em constante processo de reflexão - ação. É buscar soluções. Viver de maneira saudável, buscando lidar bem com os vícios, carências, decepções, desafios e novas situações a que somos expostos dia após dia.

A todo tempo temos propostas variadas sobre como devemos agir e ser no mundo. Essas propostas muitas vezes vem cheias de atrativos que acabavam nos levando a escolhas que satisfazem desejos, mas não acrescentam nada muito significativo as nossas vidas. Nesse domingo, a Igreja refletiu sobre a tentação de Jesus no deserto. Para quem não conhece a história: Jesus ficou 40 dias no deserto, sozinho, jejuando e durante esse período foi tentado por seu inimigo.
Achei fantástica uma analogia que o Padre Pedro Graciano fez sobre essas 'tentações'. Ele dizia que o que foi oferecido a Jesus, é aquilo que nos oferecem todos os dias. Vide trecho:::
"Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: 'Se és filho de Deus, manda que essas pedras se transformem em pães'." (Mt 4: 3)
A reflexão proposta pelo Padre foi a seguinte: é natural transformar pedra em pão? ... Não! Pode-se pegar trigo, e outros ingredientes e transformar em pão, isso sim é natural! Ou seja, a proposta tentadora a que estamos muito expostos ultimatente é a de fugirmos do que é natural. Fazer o que é 'diferente' simplesmente para mostrar que podemos fazer. Fugindo assim de nossa essência, da reflexão e da escolha por colocar a serviço e a disposição aquilo que temos de bom para oferecer.
O natural, segundo o que eu aprendi ser válido, é que vivamos nossa vida sendo inteiramente responsáveis por nossas escolhas, conscientes de que devemos buscar aquilo que nos faz amadurecer como seres humanos, nos faz ser úteis e livres...
Que as pessoas, a começar por mim, possam ter sabedoria e força de caráter para reconhecer e resistir a essas armadilhas que existem por aí. Que busquemos acertar em nossas escolhas, que nos sintamos direta e completamente responsáveis por nossa felicidade e pelo rumo de nossas vidas! Que assumamos a cada dia nosso papel de 'humanos', de seres livres, de pessoas fortes que buscam escolher aquilo que constrói! E mesmo que, as vezes, escolhamos errado (o que é aceitável), que tenhamos maturidade e força para reconhecer nossos erros e buscar soluções.
Pode não ser fácil, mas o difícil é tão mais interessante ;) ... Então seja esperto e faça sua escolha!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BBB 11

Reality shows nunca foram minha preferência na televisão, mas algumas coisas realmente me deixam indignada! A qualidade cada vez mais baixa de certos programas e a 'apelação' para conseguir mais audiência - apesar de eu não me conformar como 'apelação' pode dar audiência - são uma vergonha aos valores éticos, morais e familiares.

Pela primeira vez nesse blog, compartilho um texto que não é meu, e sim de Luiz Fernando Veríssimo, que fala sobre o 'sucesso' do BBB 11.



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"A VERGONHA"
(Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB 11)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB 11 é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à
nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos.. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos "heróis" (?) como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um "zoológico humano divertido". Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os "animais" do "zoológico": o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a "não sou piranha mas não sou santa", o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista,(?) documentarista (?) e escritor(?) como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente(?) bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo "Heróis" São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados...

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede
Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o "escolhido" receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam 0ITO milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir:OITO milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

(PARA VENDEREM POR RS 500,00,grifo meu...vide abaixo)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade

AUTOR: Luiz Fernando Veríssimo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Começo começa começando...

Olha só eu de volta a blogosfera! Devo dizer que estava com muita saudade de escrever, mas maior do que a vontade tem sido a falta de tempo e de ideias (rs) ... Sem querer dar grandes desculpas digo também que queria um post de impacto para começar o ano, e por isso, o tema demorou a aparecer...

Enfim, começo o ano de 2011 nesse blog falando exatamente dele::: o começo!!! Horácio, grande poeta e filósofo da Roma Antiga, disse que: "Quem começou, tem metade da obra executada". A afirmação pode parecer até um pouco exagerada, mas no meu entender, o sentido desse pensamento está na dura verdade que: geralmente deixamos tudo para depois!

Como temos facilidade de: adiar, transferir, reprogramar, mudar de planos, pensar melhor, analisar com mais calma, ouvir uma segunda opinião, pensar bem, ponderar, refletir sobre o assunto... isso para dar apenas 'alguns' nomes à nossa desculpa para não começar!

Está gravado em nossa mente aquele discurso que muita gente faz dizendo que 'começar é o mais difícil' e tudo mais... De fato concordo que os primeiros passos que damos em relação à um novo projeto, ou qualquer coisa do tipo não é o mais fácil, mas tem que acontecer... e sem demora ou justificativas!

Se há algo nessa vida que não tem medo do começo, ou recomeço, ou seja lá o que for, é o tempo! Esse 'amigo' implacável não pensa, não se justifica, entra com força e determinação e submete muitas das ações e decisões de nossas vidas ao seu ritmo "espertamente" relativo!

Assim, prisioneiros da ação do tempo, sem se importar se você queria ou não, o ano começou! E já está quase no final do seu primeiro mês! Vendo pelo lado positivo, se você tem dificuldades de começar, o tempo já adiantou pelo menos esse serviço para você! E fica mais positivo ainda se encaixamos nesse contexto, a citação de Horácio mencionada anteriormente. Assim, sem esforço algum, 'metade da obra já foi executada'...

Entretanto, para não dizerem que estou muito 'Poliana', trago à tona uma frase do querido Victor Hugo que diz assim: "Nada há como começar, para ver o quanto é árduo concluir"... E agora?

Chamo a atenção para um fato curioso que um amigo me contou para falar um pouco sobre as complicações de começo de ano...
Tudo bem que hoje já é dia 25 de janeiro, mas como não dormi ainda, parece que é dia 24! Olha só que interessante o que um pesquisador e psicólogo do Reino Unido disse sobre o dia 24 de janeiro... Segundo ele, esse é o dia mais deprimente do ano! Ele bolou uma fórmula matemática que considera o início do pagamento das dívidas do fim de ano, o não cumprimento das metas feitas no ano anterior e outras coisas (talvez não muito aplicáveis ao Brasil), como fatores de alto nível de desânimo! Nossa! Dia 24 de janeiro é aniversário da minha mãe (rs), nem contei para ela essa história toda coitada! Mas se você quiser conferir, segue link:

http://br.noticias.yahoo.com/s/24012011/48/saude-hoje-dia-deprimente-ano-diz.html
Tudo isso para dizer como o processo do 'começo' pode ser controverso em nossa vida! Seja lá em que contexto, o começo traz todo um clima de mistério, empolgação, receio, acertos e erros, decepções e alegrias. É complicado começar, mas ninguém pode negar que é bom demais ver uma ideia, plano, sonho, meta, começar a ganhar forma e vida, a medida que tomamos decisões e compramos briga com os fantasmas do começo.
Começar é aceitar novos desafios, abrir o coração e a mente para os conflitos e aprendizados que um simples primeiro passo pode ocasionar. Nesse ano gostaria de contar com a graça da ousadia! A ousadia de querer começar, inovar... E mesmo que o 'concluir' seja difícil, os passos certos e as decisões maduras podem dar um gosto todo especial a essa aventura da ação/reação.
Por isso, vamos começar! Porque começo só começa começando!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nossa história

Estive pensando na importância da história... Aquela que pode ser a matéria que estudamos durante praticamente toda nossa vida escolar, e mesmo assim só chegamos até a ponta do icerberg... Aquela que revela a importância de alguém quando dizemos, 'entrou para a história'... Aí vejo a grandeza dos conceitos de ser história e fazer história.

Porém, não quero que essa reflexão tome proporções que ultrapassem a linha do ordinário. E quando digo ordinário não faço nenhuma referência pejorativa. Queria falar da minha história, da sua história. Falar da história das pessoas que não terão nomes em livros ou fotos em revistas, mas têm sim, uma história que é essencial.
Dizem por aí que::: "A história ensina" / "Nossa história nos define" / "Nossa história já está traçada" / "Quem não bebe não tem história para contar " (o que não concordo!!!)
Alheio a tudo aquilo que o senso comum fala sobre esse assunto, queria questionar se realmente sabemos lidar com nossa própria história. Será que deixamos que ela ensine? Será que a olhamos com devido respeito e maturidade? Não sei! A começar por mim...
Quem acompanha esse blog sabe que eu sou Católica, e sendo tal, uso um exemplo desse meio para traçar uma linha de raciocínio::: Acontece que, as vezes, em momentos de oração fala-se sobre fazer o exercício de segurar nas mãos a sua história e entregá-la toda para Deus. Isso porque, esses momentos tentam nos incentivar a olhar, analisar e aceitar a nossa história... o que não é lá muito fácil.
Temos cantinhos, pedacinhos da nossa história que tentamos enterrar, evitar. Um momento triste, uma escolha errada, uma perda... E aí vem o povo dizendo: "Esquece isso!" ... E como pode ser certo esquecer nossa própria história?
Se fossemos capazes de debruçar sobre nossa história, refletir sobre ela, e não evitá-la, escondê-la ou ser indiferente a ela, talvez aprendêssemos a ser mais inteiros, mais coerentes, mais sábios.
Contudo, reconheço a possível dificuldade de analisar nossa história, e seguir em frente, sem desprezá-la ou subestimá-la. Somos tentados a "colocar uma pedra sobre o assunto", "fingir que não aconteceu", "esquecer"... E talvez seja, de fato, a melhor saída em algumas situações.
Nisso persiste a dúvida do que seria correto fazer. Mas o correto no sentido de fazer aquilo que coloca nossa história em função da vontade de ser uma pessoa melhor e fazer bem ao ambiente à sua volta.

Sua história talvez não renda uma grande biografia ou filme, talvez ela seja bem simples e previsível, seja amarga, ou surpreendente, talvez seja um enredo de novela mexicana... enfim, as possibilidades são ilimitadas. Mas uma história deveria, em primeiro lugar, contemplar a construção e progresso de alguém que quer ser melhor. Senão qual o sentido?
Recentemente me emocionei em uma ocasião em que observei um pouco da história de duas pessoas, e pensei: O que é um ser sem história? E mais que isso... "O que é uma história sem felicidade no final?
Uma história de vida por mais que tenha capítulos amargos e obscuros faz parte de um todo que nos constrói e modela. Nossa história precisa ser considerada e não podemos teme-la! Os episódios que compõe nossa vida podem nos ensinar e explicar muito sobre a realidade que vivemos hoje e nos ajudar a fazer projeções para o futuro.
Quisera ser mestre da minha própria história. Quisera ir até o mais profundo dos momentos sem receios e reservas, buscando e encontrando o sentido de certos desfechos. Quisera, enfim, viver uma história de beleza e sabedoria, em que o Amor e a felicidade verdadeiros ditam os caminhos... E quem sabe ainda, a solução seja realmente entregar toda nossa história nas mãos daquEle que pode usá-la mais sabiamente...
Que saibamos lidar com nossa história e fazê-la motivo de satisfação e aprendizado.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal!

Faltam dez dias para o Natal, e seria incoerente se eu não escrevesse algo a respeito, afinal eu adoro essa data! Para explicar meus motivos de tanta simpatia por esse tempo, quero destacar duas palavras: tradição e fé.

Desde criança o Natal é especial para mim, lembro de momentos, pessoas e surpresas que marcaram a minha vida e definem um pouco do que eu sou e acredito hoje. Quando criança havia a família reunida, os presentes, a chegada do Papai Noel, que vinha de helicóptero até o CenterVale Shopping (rs). Outro fato que lembro todos os anos é como eu adorava os enfeites de Natal e tinha todo um jeito especial de nomeá-los, todos os enfeites que eu via, eu apontava e dizia: “Olha o lindo!” – e até hoje os chamo assim! Mas tudo isso é nada diante do verdadeiro sentido do Natal, é claro que tudo isso é válido, e o Papai Noel, os presentes e enfeites são importantes em certas fases da nossa vida, mas não podemos parar por aí!!!

Na Igreja há todo um cuidado para que os cristãos se preparem e vivam o Natal com maior profundidade e reflexão. As semanas que antecedem o Natal são chamadas de ‘Advento’. Com o tempo e a minha possibilidade de maior entendimento, a crença e práticas do Natal cristão somaram mais beleza e significado ao Natal do ‘lindo’, presentes e família que eu prezava desde minha infância.

Hoje o Natal representa muito mais para mim e para aqueles que creem, ele representa parte de um plano de salvação que Deus traçou para a humanidade. O Natal é parte primordial da construção do que hoje chamamos de Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Pois nesse tempo, nasceu o Filho, o Messias enviado de Deus, que viveu, nos abriu as portas da Eternidade, Ressuscitou e nos enviou o Santo Espírito... Eis a grandeza do Natal: Marcar e atualizar a vinda de Jesus Cristo a terra!

Na ordem cronológica o ano está acabando, mas para a Igreja é um começo. O ‘Advento’ nos prepara para a vinda do Menino Jesus, a luz perfeita que chega ao mundo para renovar em nós a esperança e nos inspirar na busca de sermos pessoas melhores. Por ser tão importante e de ordem tão profunda é que a Igreja, em sua sabedoria, propõe as quatro semanas de preparação para o Natal.

Tenho pensado, com a ajuda dos sacerdotes e de amigos inspirados, sobre a imensidão da beleza e loucura que envolve esse tempo. Deus Pai, tomado de Amor, envia o Menino Deus ao seio da humanidade, frágil, indefeso, pequeno, submetido ao nosso humano, às nossas limitações e regras. Vejo aí o grande Amor e confiança que Deus deposita em nós, permitindo que uma simples família pudesse cultivar a esperança do mundo inteiro e de todas as gerações, sendo até hoje, sinal e testemunho para os que crêem.

Como disse - e muito bem dito - um amigo meu, mais ou menos com essas palavras: “O Natal representa essa loucura de Amor de Deus, que permitiu que aquele que sustenta todo o Universo, coubesse na mão do ser humano”.

Não podia deixar de também ressaltar a importância da família nesse tempo. Deus quis nascer no seio da família, não por acaso, mas por saber que ali é onde nos formamos e aprendemos a amar. Espero que nesse tempo de ‘Advento’, as famílias possam revestir-se de Amor e de força, para experimentarem a restauração e renovação que o Natal nos permite viver.

Sei que muita gente não gosta do Natal por lembrar-se de uma pessoa querida que já faleceu, ou por nunca ter tido tradições, ou por achar tudo fingimento de pessoas que só ‘ficam boazinhas no Natal’. É claro que esses motivos carregam significado e eu os respeito. Porém, tudo é uma questão de escolha! Somos ‘humanos’ e conscientes, e o que nos torna diferentes de todos os outros seres que existem nesse Planeta é a capacidade de pensar, ponderar e decidir!

Se colocarmos de um lado da balança toda a incredulidade, lembranças e sentimentos desagradáveis que o Natal pode trazer a algumas pessoas, e do outro lado da balança colocarmos o Milagre de um Deus que se faz menino por Amor aos homens e por confiança em nossas boas escolhas... o que pesa mais?

Nesse ano espero ver menos consumismo e mais generosidade! Que as luzes artificiais não desviem nosso olhar da Verdadeira Luz, que é o Menino Deus que chega para nos abençoar! Que o sinal mais importante de representação do Natal seja o presépio, e não a árvore e o Papai Noel. Que o tempo do Advento e do Natal permita que o nosso coração esteja aberto a amar mais, perdoar mais, sorrir mais... se assim escolhermos!

Um ótimo Natal para você e sua família!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Calor!!!

Viver em um país tropical traz implicações desagradáveis! Pelo que parece, o tempo quente está vindo para ficar! Quando se fala em questões climáticas hoje em dia, tudo é meio incerto e instável. Mas uma coisa é imutável desde que me conheço por gente::: como me incomoda o calor!!!

Para ilustrar meu mais recente surto de irritação, utilizo a noite passada. Por volta das 23 horas, não aguentava mais ficar dentro de casa, sentindo aquele clima abafado - solução: fiquei sentada numa cadeira de praia no quintal de minha casa, olhando para o céu... O céu, que estava lindo como sempre, tinha um tom meio avermelhado, acredito que motivado pela grande massa de ar quente que envolvia a noite (se é que isso faz algum sentido) ... Mas fora de casa, a brisa tornava o clima um pouco mais agradável.

Fiquei conversando no celular com alguns amigos e desfrutando aquele momento de 'procura de um alívio', aí começou a chover! Porque é claro, o calor deixa o tempo muito mais maluco! Deixei-me ficar ali no sereno por certo tempo, até que a chuva começou a engrossar e tive que entrar no forno que chamo de 'casa'. Afinal, seria irresponsabilidade ficar na chuva e pegar um resfriado sabendo que preciso estar bem para cumprir os compromissos que tenho.

Sei que tem muita gente que ama o calor e acredito que essas pessoas tenham bons motivos para isso. Concordo até que os dias ensolarados ficam lindos e que uma praia com sol e calor faz bem , de vez em quando... Mas eu não consigo gostar de verão!!!

Enfim, uso esse post para compartilhar minha insatisfação com esse calor intenso! Considerando ainda, o fato que ontem tive que andar pela rua e pegar ônibus lotado com aquele tempo nada agradável! E sigo listando mais razões para meu desgosto em contemplar esse calor que veio para ficar por meses e meses a fio:::


suor __ ônibus lotado __ falta de disposição para fazer qualquer coisa __ pessoas semi-nuas andando por aí (e achando tudo muito bonito!) __ moleza __ sentir-se suado após ter acabado de sair do banho __ necessidade de cuidados redobrados com a pele __ preguiça __ ventilador barulhento na hora de dormir __ chuvas fortes e repentinas __ aumento do consumo de bebidas alcoólicas (para "refrescar" , ah tá!) __ sua casa transformada em uma sauna __ e finalmente a grande tendência brasileira em eleger a "música do verão" que geralmente é horrível e não sai da nossa cabeça!

(rsrs)
É isso aí! Que tenhamos força para sobreviver mais um verão!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Pianista (The Pianist - 2002)

O Pianista (The Pianist) é um de meus filmes preferidos. É uma produção de 2002, mas mesmo não sendo novidade, gostaria de escrever um pouco sobre ela – já que assisti ontem, de novo e, mais uma vez, fiquei encantada...

O longa do respeitado diretor e ‘ser humano excêntrico’ Roman Rajmund Polański (por quem não tenho muito apreço, mas tudo bem), é realmente genial! Com sensibilidade e realismo incríveis, além de três Oscars (melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro adaptado) ganhou prêmios no Reino Unido, França, Japão e Itália.

O filme se passa em Varsóvia na Polônia (1939-1945), por aí você já pode concluir que estamos falando da Segunda Guerra Mundial. O que o torna especial é exatamente o foco de toda a situação. Sendo um drama biográfico, o filme conta a história do pianista polaco Władysław Szpilman, que viveu e testemunhou os horrores da Guerra, o nascimento e destruição do 'Gueto de Varsóvia', e que posteriormente escreveu um livro sobre suas experiências - que tornaram esse filme possível.

Polánski, que também foi testemunha ocular do fato histórico narrado no filme, utiliza todo o terror do holocausto para tocar intimamente o tema da luta pela sobrevivência. Há partes do filme em que você se pergunta e realmente se irrita pensando: ‘Por que ele ainda insiste em sobreviver?’. E é esse sentimento de determinação que enche os olhos do expectador.

Interpretado de maneira magistral pelo ator Adrien Brody, o pianista Władysław Szpilman, judeu, homem de família, bem empregado numa rádio da Polônia e de futuro promissor, vê sua vida reduzida à preocupação de manter-se vivo. Em cada cena, e a medida que as novidades da Guerra forçam os personagens a se ajustarem às imposições dos nazistas, vemos a brilhante postura de Szpilman, sem máscaras, sem orgulho, sem reservas, usando as oportunidades que tem para ficar em pé.

Ao contrário de muitos filmes sobre a Guerra, ‘O Pianista’ não mostra um herói ou um mártir. Ele mostra uma pessoa comum, que não salva crianças, donzelas ou companheiros judeus, mas que precisa da ajuda de outros para lutar pela própria vida. Mesmo assim, não vemos no personagem traços de egoísmo ou desvio de caráter... ele só quer viver!

Tudo isso considerado, me encaminho ao final desse elogio ao filme, exaltando aquele detalhe, aquele sentimento, que para mim é o que faz tudo valer a pena: as cenas de Szpilman ao piano. O sentimento de tudo aquilo que o personagem vive e vê transformado em música, é realmente arte! A atitude do pianista, me levou a refletir sobre o grande paradoxo entre: sensibilidade e fraqueza. Mesmo com uma sensibilidade transparente e latente, a força do personagem, a maneira como ele se apega a vida e a música, impressionam!

Penso em quantas pessoas em condições infinitamente mais favoráveis não conseguem ver a importância e a beleza de estar vivo... 'O Pianista' transforma o horror, a morte, a injustiça, a violência, a humilhação em força, música e vontade de viver.